O título do post remete a duas coisas: ao tempo e o segundo sentido de "atrás" vocês descobrirão ao ler. Hoje eu estava lendo ao muito bom Solta o Lalai - nome curioso, né? - , um blog bastante interessante e o post de hoje fez eu me lembrar de um amigo que conheci na infância. O nome dele era Anderson e era bem bonito até, o garoto com quem todas as meninas aos catorze anos queriam ficar. A gente morava no mesmo bairro e ele sempre foi o filhinho de papai, desde gurizinho, tinha tudo o que queria e quando queria e era sempre na casa dele que todo mundo - outros três garotos - ia brincar! Minha infância era bem pobre comparada ao que ele vivia - pobre mesmo! - porque a casa do garoto era gigante, ele ganhava todo mês presentes novos e antes que o mês terminasse já estavam bem gastos de tanto que a gente brincava. Os pais dele sempre deixavam que a gente brincasse juntos, porque sempre consideraram todos os amiguinhos do Andinho - apelido carinhoso dado por dona Rosana (mãe dele) - verdadeiros anjinhos.
O problema é que todo anjo perde a auréola e lá pelos 10 anos, mais ou menos, isso aconteceu. O Jorge - Jorginho, segundo a voz melosa de dona Rosana - apostou com o Anderson - Andinho - que beijaria a bunda dele, não a dele próprio, a do outro, caso ele, o outro, conseguisse vencer a rodada completa de um daqueles joguinhos do Atari. Todo mundo - nós quatro: eu (Carlinhos), Jorginho, Paulinho e o Andinho - se reunia no quarto do dono da casa e a gente ficava jogando videogame lá e quando o Jorge comentou o assunto da aposta, eu e o Paulo entendemos que foi brincadeira, mas não o Anderson, que acabou cobrando a aposta. E como seria mais interessante ver o circo pegando fogo, eu e o outro incentivamos que Jorge cumprisse sua promessa e, por fim, ele deu o beijo na bunda do outro - um rapidinho estalo. Parafraseando o "do pó viemos, ao pó iremos" (ou seja lá como se diz a tal frase), nós fomos anjos e voltamos a ser. E depois disso, não tocamos mais no assunto nem sugerimos mais apostas, mesmo que de brincadeira! O problema é que esse "ir e vir" para alguns de nós se tornou um ciclo e o Anderson - que de diminutivo já não tinha nada - pareceu aventurar-se em "apostas" estranhas por aí. No primeiro ano do colegial, já não era mais nós quatro, porque o Anderson começou a sentar com um garoto estranho que mudou pra nossa escola no final do ano anterior. Também, se continuasse os quatro, começariam a nos chamar de O Quarteto Fantástico, sendo que o Anderson seria a Mulher Invisível!
Tô exagerando... Não foi bem assim, mas o fato é que aos quinze a gente tinha certeza de que ele compartilhava bastante coisa com o rapazinho que sentava no fundo. Depois de umas semanas, tava difícil definir quem "sentava" e de quem era o "fundo", mas eles se davam tão bem... Nunca perguntamos nada e, às vezes, a gente ainda fazia alguma coisa juntos. Sem apostas, obviamente. As garotas ficavam louco por ele, todas queriam beijar o rapaz com corpão - ele fazia natação - , sempre bem arrumado e extremamente charmoso. Mas talvez ele tivesse um pacto com o De Lilás enunca saísse com meninas sem ele. De Lilás por causa da camiseta que combinava com o cadarço dos tênis, sempre! O amigo dele ficou só um ano e depois sumiu, ninguém sabe pra onde foi e o Anderson tentou se reaproximar, mas aí quando um já tava no seu canto: eu namorando com a garota mais linda da escola, Jorge envolvido nuns programas de recuperação e o Paulo sempre distanciado, com os seus livros... Obviamente que não aconteceu e acabou que dois anos depois nós ainda nos falávamos e Anderson nem sequer morava mais na mesma cidade que nós. Nem a gente morava, já que cada um foi pra um canto fazer faculdade. Mas coisas como essas não tem como esquecer! Aconteceu lá atrás, no tempo, e lá atrás, em alguns.
sexta-feira, 6 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Mardi Gras II
A parte boa do carnaval é o feriado, algumas diversões pagãs que tem por aí e as festas em clubes reservados. Como minha diversão pagã não aconteceu e eu não queria gastar dinheiro num clube reservado, aproveitei o feriado. Revi minha família, que mora em Piracicaba, cidadezinha do interior. O carnaval lá é bobagem, então a gente foi pra Rio Claro, cidade vizinha, ver os desfiles lá. Fomos na segunda-feira - uma pena que não tee desfile nesse dia! - e ficamos num hotelzinho lá pra não ter que voltar pra Pira e voltar de novo pra Rio Claro na terça. Rio Claro é uma cidade bem medíocre compara a outras em que já morei, mas ainda assim é uma das minhas preferidas. Fácil até pra se localizar, por causa das ruas numeradas. E o carnaval de lá é o melhor, bem animado, divertido e vale a pena. Eu vi a Samuca na avenida, a única vez que vi um desfile tão bom foi quando eu ainda morava na cidade. Na terça-feira vi a gente viu o desfile, até a Musa do Brasileirão estava lá. A viagem valeu mesmo a pena. O João até arrumou o telefone de uma garota que conheceu lá e prometeu voltar lá qualquer final de semana. Aposto que vou junto. Minha missão mesmo é a Letícia, a secretária, e também a moça da loja de roupa. Meu carnaval mesmo tem que ser com elas!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Meu, seu, nosso.
Pois bem. Li hoje um post sobre possessão, no blog Solta o Lalai - um blog que eu gosto muito, por sinal - e me deu vontadede comentar aqui algumas coisas que eu escrevia antes. Rabiscava, pra ser mais exato. Frases soltas, bobas, que perdiam o sentido quando não eram lidas por mim. De qualquer maneira, nunca foram - ou pelo menos eu acho que não - lidas por outra pessoa que não fosse eu. Nem sequer sei onde estão os vários papéis, provavelmente no lixo já. Não os guardava com carinho, porque não havia carinho nas palavras raivosas que eu rabiscava. Não posso me esquecer de que isso tudo faz parte de um passado que já não é mais presente em minha vida. Não significa que esteja enterrado, embora bem eu quisesse... Não é obsessão, não, não. É possessão mesmo. Foi meu e não pode deixar de ser. Ainda é meu! O problema é que não era SÓ meu.
Minha ex-esposa. Eu realmente gostava dela, tanto é que me casei. Se não, por que haveria de me casar? Enfim, foi bem legal no começo. Viagens, romance, jantares a luz de velas - tudo que casais normalmente fazem. Para faz jus à "nossa música", visitamos Paris, em frente a torre Eiffel, os dois sentados na grama... foi um tempo sem remorso. Foi uma época boa, sem dúvida! Então ela viu uma notícia qualquer no jornal, sobre uma bandinha de uma outra cidade. E de repente, começou a patrocinar a banda, decidiu até fotografá-los (era fotoógrafa prossional). O pior foi tirar dinheiro e mais dinheiro da empresa pra contratar mais pessoas pra auxiliar. Tudo estava indo de mal a pior: eu comecei a desconfiar dela, a empresa parecia não lucrar mais, ela tinha ficado indiferente a mim. Depois descobri o motivo de tudo isso. O rapaz que tocava na banda tinha sido namoradinho dela na adolescência, ficaram juntos por um tempo, prometeram ficar assim pra sempre e ela foi embora. Quando viu que a bandinha ainda existia - e ele infelizmente ainda tava vivo! - resolveu voltar, arrumar uma maneira nova de dizer oi, se reaproximar.
Sim, sim. A coisa aconteceu rápido. Em relação a mim, ela já tinha mudado há algum tempo. Na mesma época que ela me evitava, eu procurava outras. Só uma me satisfez e fiquei com essa por alguns meses ao mesmo tempo em que ela me traía emocionalmente com o outro. Não demorou para o emocional virar carnal e então a traição estava completa e era recíproca. O que me incomodava não era o fato de estar sendo traído, porque eu também estava traindo. O que me incomodava era dividi-la. Sim, ela! Devidi-la. Pois eu realmente a amava. Enfim, vários episódios desagradáveis aconteram e deixaram claro que ela não era só minha, mas dele também. E de repente, ela ficou toda feliz, passou a me tratar mais gentilmente e eu fiquei completamente deslocado, não entendia o que estava acontecendo: será que ela tinha voltado a gostar de mim? Não, não. Antes fosse... Eles iam fugir mesmo! Depois de um escândalo, ela saiu de casa e três horas depois voltou, chorando e pedindo desculpas. E ficamos juntos mais algum tempo, mas obvimente não deu certo. Ela voltara a ser minha, mas também era dele. Era nossa. Inaceitável! O engraçado é que nada funcionou; a banda não emplacou, nem chegaram a concluir o álbum, eu acho. Nunca mais ouvi falar do cara, embora às vezes me deparasse com uma ou outra carta dele perdida pela casa. Na separação, ela me ofereceu a casa. Não. Aquilo tudo era dela, lá tinha todas as lembranças dela também. Lembranças minhas, dela, dele. Tudo ali era "nosso" e nada era especificamente meu, com exceção do piano e da amante - e no fundo já não fazia diferença. Não tocava fazia tempo. Era hora de mudar, recomeçar. Pois bem, foi o que fiz. O problema é que o passado existe e eu me lembro: é nosso.
Minha ex-esposa. Eu realmente gostava dela, tanto é que me casei. Se não, por que haveria de me casar? Enfim, foi bem legal no começo. Viagens, romance, jantares a luz de velas - tudo que casais normalmente fazem. Para faz jus à "nossa música", visitamos Paris, em frente a torre Eiffel, os dois sentados na grama... foi um tempo sem remorso. Foi uma época boa, sem dúvida! Então ela viu uma notícia qualquer no jornal, sobre uma bandinha de uma outra cidade. E de repente, começou a patrocinar a banda, decidiu até fotografá-los (era fotoógrafa prossional). O pior foi tirar dinheiro e mais dinheiro da empresa pra contratar mais pessoas pra auxiliar. Tudo estava indo de mal a pior: eu comecei a desconfiar dela, a empresa parecia não lucrar mais, ela tinha ficado indiferente a mim. Depois descobri o motivo de tudo isso. O rapaz que tocava na banda tinha sido namoradinho dela na adolescência, ficaram juntos por um tempo, prometeram ficar assim pra sempre e ela foi embora. Quando viu que a bandinha ainda existia - e ele infelizmente ainda tava vivo! - resolveu voltar, arrumar uma maneira nova de dizer oi, se reaproximar.
Sim, sim. A coisa aconteceu rápido. Em relação a mim, ela já tinha mudado há algum tempo. Na mesma época que ela me evitava, eu procurava outras. Só uma me satisfez e fiquei com essa por alguns meses ao mesmo tempo em que ela me traía emocionalmente com o outro. Não demorou para o emocional virar carnal e então a traição estava completa e era recíproca. O que me incomodava não era o fato de estar sendo traído, porque eu também estava traindo. O que me incomodava era dividi-la. Sim, ela! Devidi-la. Pois eu realmente a amava. Enfim, vários episódios desagradáveis aconteram e deixaram claro que ela não era só minha, mas dele também. E de repente, ela ficou toda feliz, passou a me tratar mais gentilmente e eu fiquei completamente deslocado, não entendia o que estava acontecendo: será que ela tinha voltado a gostar de mim? Não, não. Antes fosse... Eles iam fugir mesmo! Depois de um escândalo, ela saiu de casa e três horas depois voltou, chorando e pedindo desculpas. E ficamos juntos mais algum tempo, mas obvimente não deu certo. Ela voltara a ser minha, mas também era dele. Era nossa. Inaceitável! O engraçado é que nada funcionou; a banda não emplacou, nem chegaram a concluir o álbum, eu acho. Nunca mais ouvi falar do cara, embora às vezes me deparasse com uma ou outra carta dele perdida pela casa. Na separação, ela me ofereceu a casa. Não. Aquilo tudo era dela, lá tinha todas as lembranças dela também. Lembranças minhas, dela, dele. Tudo ali era "nosso" e nada era especificamente meu, com exceção do piano e da amante - e no fundo já não fazia diferença. Não tocava fazia tempo. Era hora de mudar, recomeçar. Pois bem, foi o que fiz. O problema é que o passado existe e eu me lembro: é nosso.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Mardi Gras I
Fialmente chegou o tão esperado carnaval. Não curto muito a folia, mas o que vale é a diversão. E para me divertir, liguei para um número que foi deixado em minha casa mês passado. Tocou algumas vez até que ela atendesse. Rapidamente, reconheceu minha voz. E disse com tom que não identifiquei que não podia durante o feriado, depois talvez. OK. Teria que mudar os planos.
Pensei então em rever os meus pais e então chamei o João, o mesmo que tinha ido comigo na última vez. Fomos no domingo e ficamos até terça-feira, voltamos na quarta-feira de madrugada, já que na quinta eu tinha que trabalhar.
Pensei então em rever os meus pais e então chamei o João, o mesmo que tinha ido comigo na última vez. Fomos no domingo e ficamos até terça-feira, voltamos na quarta-feira de madrugada, já que na quinta eu tinha que trabalhar.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O Escritório
Pois bem, comecei a minha semana de trabalho. Não foi nada tão fácil como eu imaginava que seria e acredito que achei isso porque já fazia tempo que não ficava oito horas por dia sentado numa cadeira. Conheci a empresa de maneira efetiva - todos as salas, empregados, subordinados e superiores - e dei início a alguns empreendimentos e também mudanças em relação a algumas despesas. Não havia nada de anormal nisso tudo, se não fosse pelo fato de ter passado praticamente a semana toda divindo o escritório com a pessoa mais cabeça-dura (e burra?) de toda a empresa.
O contabilista da empresa estava de férias, então os debates ficaram entre eu e o assistente contábil. A primeira despesa que poderia sem dúvida ser eliminada é a contratação do sujeito: não entende metade das medidas burocráticas, não entende os processos de eliminação de gasto, não sabe quais setores precisam ser apliados nem quais são inúteis e podem ser agrupados a outros setores com funções melhor definidas. Depois de horas de conversa, a gente conseguiu programar uma série de projetos pra serem levados à diretoria e eu fiquei torcendo pro contabilista ser muito mais inteligente que o seu assistente - que por sinal não deve saber que sua função é inferior à do contabilista e que não cabe a ele certas decisões! Mas, enfim, a manhã parecia não terminar mais e quando deu a hora do almoço, eu praticamente fugi daquela sala e de perto daquele rapazinho inteligente. Às duas horas, eu tava lá de novo, banho tomado, perfumado, com uma combinação de roupas diferente do que eu tinha usado de manhã - sorte a minha! Descobri pra minha felicidade que eu também tenho assistente: morenaça, cabelos fartos que estavam arrumados belamente sobre os ombros, olhos castanhos tão vivos quanto o meu (pênis?) carisma por ela. Moça simpática, uns 30 anos, num tailleur creme, que combinava perfeitamente com o tom da pele. Fiquei tão encantado que quase desisti de ir pra minha sala - por mim, eu ficaria ali vendo-a digitar.
Mas eu sempre respeito o ambiente de trabalho e a ética profissional, nós nos apresentamos polidamente, eu expliquei a ela alguns métodos de trabalho básicos, nada que me faça muito rabugento. Ela sorriu simpática, numa comprovação de que compreendera - e não reprovava - aquilo que eu tinha explicado. E perguntou se eu gostaria que levasse alguma coisa pela manhã. Bem, não entendi o que ela quis dizer; talvez café?, mas acho que isso não é serviço para que ela faça - ou qualquer outra pessoa cuja função seja me auxiliar na administração. A semana foi uma repetição, praticamente a mesma coisa. Papelada, debate com o mala, telefonemas e Letícia, minha auxiliar. Torci para que o contabilista voltasse logo, mas o rapaz foi esperto: tirou férias que vencem no dia 20, amanhã. Assim, só volta a trabalhar no dia 26, depois dos feriados. Espertinho! E que venha o carnaval...
O contabilista da empresa estava de férias, então os debates ficaram entre eu e o assistente contábil. A primeira despesa que poderia sem dúvida ser eliminada é a contratação do sujeito: não entende metade das medidas burocráticas, não entende os processos de eliminação de gasto, não sabe quais setores precisam ser apliados nem quais são inúteis e podem ser agrupados a outros setores com funções melhor definidas. Depois de horas de conversa, a gente conseguiu programar uma série de projetos pra serem levados à diretoria e eu fiquei torcendo pro contabilista ser muito mais inteligente que o seu assistente - que por sinal não deve saber que sua função é inferior à do contabilista e que não cabe a ele certas decisões! Mas, enfim, a manhã parecia não terminar mais e quando deu a hora do almoço, eu praticamente fugi daquela sala e de perto daquele rapazinho inteligente. Às duas horas, eu tava lá de novo, banho tomado, perfumado, com uma combinação de roupas diferente do que eu tinha usado de manhã - sorte a minha! Descobri pra minha felicidade que eu também tenho assistente: morenaça, cabelos fartos que estavam arrumados belamente sobre os ombros, olhos castanhos tão vivos quanto o meu (pênis?) carisma por ela. Moça simpática, uns 30 anos, num tailleur creme, que combinava perfeitamente com o tom da pele. Fiquei tão encantado que quase desisti de ir pra minha sala - por mim, eu ficaria ali vendo-a digitar.
Mas eu sempre respeito o ambiente de trabalho e a ética profissional, nós nos apresentamos polidamente, eu expliquei a ela alguns métodos de trabalho básicos, nada que me faça muito rabugento. Ela sorriu simpática, numa comprovação de que compreendera - e não reprovava - aquilo que eu tinha explicado. E perguntou se eu gostaria que levasse alguma coisa pela manhã. Bem, não entendi o que ela quis dizer; talvez café?, mas acho que isso não é serviço para que ela faça - ou qualquer outra pessoa cuja função seja me auxiliar na administração. A semana foi uma repetição, praticamente a mesma coisa. Papelada, debate com o mala, telefonemas e Letícia, minha auxiliar. Torci para que o contabilista voltasse logo, mas o rapaz foi esperto: tirou férias que vencem no dia 20, amanhã. Assim, só volta a trabalhar no dia 26, depois dos feriados. Espertinho! E que venha o carnaval...
domingo, 15 de fevereiro de 2009
O primeiro contato
Fazia tempo que já não programava eventos sociais, mesmo que sejam como o que fizemos hoje. Fiquei pensando num churrasco, já que não tinha pensando mais nada além disso - e não ia mais gastar dinheiro - , mas acabei fazendo uma mistura de churrasco com jantar, embora tenha sido almoço. Chamei um pessoal da empresa pra ir em casa pra gente se entrosar melhor antes de começar lá. Combinei com eles pra que chegassem lá pelas 11 horas e fui bastante claro em relação ao horário, mas teve um infeliz que chegou antes que a empregada terminasse de arrumar a mesa.Tive que ficar apressando a pobrezinha, que nem sequer trabalha de sábado.
O resto do povo chegou no horário e o último - o CHEFE - chegou às 11:30. Como tinha cerca de dez pessoas, eu pedi pra Julia servir a gente na mesa de fora, de frente pro jardim e praticamente ao lado da piscina. A sala de jantar tava seriamente bagunçada, então a área externa era a melhor opção; era quase 13:30 quando todo mundo terminou de comer, sendo que o último prato servido foi uma "cópia" brasileira da erwtensoep - uma sopa de ervilha muito boa feita na Holanda - ; eu mesmo não sabia que Julia cozinhava tão bem. E ainda lembro quando (e com quem) eu comi isso pela primeira vez... Depois do almoço e algumas piadas - umas boas, outras nem tanto - nós resolvemos assistir. Parece que os cômodos convencionais de casa não estavam preparados pra visita, então, mais uma vez, tive que pedir a ajuda da empregada pra dar uma arrumadinha na outra sala com TV, que é bem maior e melhor mobiliada, assim todo mundo ia ficar confortável.
Parece impossível achar coisas boas na locadora. Procurei bastante, mas não vi nada que agradasse. Não sabia mais o que poderia alugar e então a Julia - bendita seja! - comentou sobre um grupo de humor que ela assistiu num teatro e disse que tinha uma cópia do espetáculo deles. Ela disse que era algo do tipo Terça Insana (e eu me perguntando se era assim que ela gastava part do dinheiro que ganhava) e eu logo pensei em lixo. Terça Insana é muito besta. Mas como já não tinha mais nada o que fazer, disse pra ela trazer o que tivesse quando viesse no sábado pra dar uma mãozinha. Nem sabia o que era aquilo, quando fui ver já era hora de pôr pra galera assistir. Pra minha surpresa, o que ela me emprestrou era bom e era bem divertido até; algumas brincadeiras bem inteligentes e com bastante humor, não tão exagerado e cansativo quanto o teatro com o qual ela comparou. E todo mundo gostou - eu também - e a tarde passou rápida. Fui trocar de roupa pra poder ir pra churrasqueira e aí o povo já tava bem a vontade. Os que foram vestidos bem social se frustraram, porque logo o calor começo a incomodar e aqueles que estavam de bermuda e tênis estavam visivelmente mais felizes. Alguns até ficaram descalços... Podia até convidá-los pra um mergulho, mas nada com quem eu vi uma única vez não é legal. Ainda mais na minha piscina!
Foi um sábado agitado, bem interessante até. Alguns rapazes são bem legais, outros bem comuns e quietos, mas uma futura boa equipe, pelo que pareceu. E foi assim o primeiro contato e tô esperando segunda chegar logo...
O resto do povo chegou no horário e o último - o CHEFE - chegou às 11:30. Como tinha cerca de dez pessoas, eu pedi pra Julia servir a gente na mesa de fora, de frente pro jardim e praticamente ao lado da piscina. A sala de jantar tava seriamente bagunçada, então a área externa era a melhor opção; era quase 13:30 quando todo mundo terminou de comer, sendo que o último prato servido foi uma "cópia" brasileira da erwtensoep - uma sopa de ervilha muito boa feita na Holanda - ; eu mesmo não sabia que Julia cozinhava tão bem. E ainda lembro quando (e com quem) eu comi isso pela primeira vez... Depois do almoço e algumas piadas - umas boas, outras nem tanto - nós resolvemos assistir. Parece que os cômodos convencionais de casa não estavam preparados pra visita, então, mais uma vez, tive que pedir a ajuda da empregada pra dar uma arrumadinha na outra sala com TV, que é bem maior e melhor mobiliada, assim todo mundo ia ficar confortável.
Parece impossível achar coisas boas na locadora. Procurei bastante, mas não vi nada que agradasse. Não sabia mais o que poderia alugar e então a Julia - bendita seja! - comentou sobre um grupo de humor que ela assistiu num teatro e disse que tinha uma cópia do espetáculo deles. Ela disse que era algo do tipo Terça Insana (e eu me perguntando se era assim que ela gastava part do dinheiro que ganhava) e eu logo pensei em lixo. Terça Insana é muito besta. Mas como já não tinha mais nada o que fazer, disse pra ela trazer o que tivesse quando viesse no sábado pra dar uma mãozinha. Nem sabia o que era aquilo, quando fui ver já era hora de pôr pra galera assistir. Pra minha surpresa, o que ela me emprestrou era bom e era bem divertido até; algumas brincadeiras bem inteligentes e com bastante humor, não tão exagerado e cansativo quanto o teatro com o qual ela comparou. E todo mundo gostou - eu também - e a tarde passou rápida. Fui trocar de roupa pra poder ir pra churrasqueira e aí o povo já tava bem a vontade. Os que foram vestidos bem social se frustraram, porque logo o calor começo a incomodar e aqueles que estavam de bermuda e tênis estavam visivelmente mais felizes. Alguns até ficaram descalços... Podia até convidá-los pra um mergulho, mas nada com quem eu vi uma única vez não é legal. Ainda mais na minha piscina!
Foi um sábado agitado, bem interessante até. Alguns rapazes são bem legais, outros bem comuns e quietos, mas uma futura boa equipe, pelo que pareceu. E foi assim o primeiro contato e tô esperando segunda chegar logo...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Cigarros
Agora que vou começar a trabalhar, comecei a gastar um dinheiro que tinha economizado. Comprei cubanos autênticos. Daqueles que vem num pacotão e dentro tem uma linda caixa, onde eles estão lado a lado. Agora é só esperar chegar...
Não sei bem por que: eu não fumo.
Não sei bem por que: eu não fumo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Bebidas
Hoje é dia de comprar bebidas. Preciso chamar uns "amigos" pontenciais da empresa pra uma discussão em casa, com algum vídeo intelectual e coisa do tipo. Não sabia bem o que eles podem gostar, então terei que abrir mão de bastante dinheiro pra comprar vinhos de safras boas e uísques, conhaques, etc. Puta perda de tempo (e de dinheiro!)- tomara que ninguém da empresa saiba desse blog.
Não sei onde pode ter uma loja decente nessa cidade, mas tudo bem, ando por aí e descubro. Aproveito também e passo na loja de roupa, pra comprar alguma outra coisa e também ver a moça simpática que me atendeu ontem. Vou na locadora depois, ver se encontro um filme interessante, que o povo goste. Não sei bem que tipo de filme O CHEFE pode gostar, mas o cara é bacana, bem simples até... Nada de jantar, porque não é encontro romântico - nem churrasco, porque carna assada não combina com vinho de 1978. Não sei, não sei... Preciso pensar.
Não sei onde pode ter uma loja decente nessa cidade, mas tudo bem, ando por aí e descubro. Aproveito também e passo na loja de roupa, pra comprar alguma outra coisa e também ver a moça simpática que me atendeu ontem. Vou na locadora depois, ver se encontro um filme interessante, que o povo goste. Não sei bem que tipo de filme O CHEFE pode gostar, mas o cara é bacana, bem simples até... Nada de jantar, porque não é encontro romântico - nem churrasco, porque carna assada não combina com vinho de 1978. Não sei, não sei... Preciso pensar.
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