terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Pela estrada afora...

Hoje eu voltei pra casa. No sábado a noite, eu fui pra Piracicaba, cidade em que meus pais moram. Fazia tempo que eu não ia visitá-los, então decidi ir pra lá. Seria bom passar um tempo fora do meu cotidiano, fazer qualquer coisa diferente, mesmo que Piracicaba não tenha nada significantemente mais interessante do que aqui onde moro.

Já tinha arrumado minhas coisas no sábado a tarde, mas como prefiro pegar a estrada durante a noite - talvez por causa da escuridão ou de caronistas-maníacos-de-filme-de-terror - , decidi esperar mais um pouco até sair. Nesse meio tempo, fui num restaurante. O melhor da cidade. Caro pra caralho. Praticamente fiquei sem grana, mas ainda bem que cartão de crédito e divórcio existem! Cheguei em casa quase às onze da noite, tinha uma mensagem na secretária eletrônica: um amigo da época em que eu trabalhava na empresa da minha ex, perguntando se eu queria ir num churrasco no domingo. Retornei a ligação, expliquei a situação e perguntei se ele queria ir junto comigo.

De todo mundo que trabalhava na empresa, John era o um dos melhores. Seu nome de verdade não é John, mas depois de uma transação na empresa e depois de aguentarmos uma americana que nem sabíamos com certeza se era mulher mesmo ficar tentando falar num português medíocre com ele, ele se tornou John. Não fazíamos muitos programas interessantes quando trabalhávamos juntos. Saíamos, às vezes, mas era devido a eventos sociais da empresa e sempre com as esposas - no caso dele, namorada - dos nossos lados. Romper com a empresa foi algo bom e significativo na minha vida. E depois disso - e depois que John largou a última namorada - , nós passamos a fazer alguns programas juntos.

Ele aceitou e quase uma hora depois estava em casa, com uma mala pequena e um puta sorriso na cara! Pegamos alguns CD's, um mapa grande de SP e do nosso estado (?!?) e ele trouxe também algumas . sairmos de casa, já era quase uma da manhã. Paramos no primeiro posto que vimos antes de sair da cidade e compramos algumas baboseiras pra comer durante a viagem. Após meia hora de viagem, o John colocou um dos CD's que tinha trazido. Caralho! Tinha já tanto tempo que eu não fazia nada tão adolescente, como viajar por aí, ouvindo Aerosmith, Black Sabath, Pink Floyd. A gente ouviu até Menudos! Isso sem falar nas maravilhas brasileiras como Caetano e Rita Lee. Mas eu ainda prefiro Aerosmith! Foi quase seis horas de viagem e durante o trajeto, quase nunca desligamos o som e falaos sobre muitas coisas - desde as maluquices de quando éramos bem mais jovens, como descever as garotas da escola a quem homenageávamos no banheiro na época do colégio, até um papo mais cabeça sobre leis que vigoram nas novas empresas, etc.

Os mapas obviamente não serviram pra nada. Eu sabia como chegar em Pira, afinal vou pra lá todo ano. E quando nós trocamos de lugar, pra ele dirigir, porque eu já estava cansado, eu continuava a dar as instruções. Paramos umas duas vezes em postos de gasolina, pra comprar alguma coisa pra comer e beber, e mais umas três pela estrada, pra dar uma mijada. Quando já estava quase amanhecendo, eu peguei numa sacola as Penthouse que ele tinha trazido e a gente começou a comentar o que faria com a garota da revista se estivéssemos com ela. A viagem toda foi muito legal, com toda a sensação nostálgica. Chegamos na casa dos meus pais lá pelas 7:30h, de surpresa, porque eu não tinha avisado antes de vir. Toquei a campainha e esperei alguém abrir. Minha mãe pareceu surpresa, me abraçou, perguntou sobre minha vida - enfim, tudo aquilo que as nossas mães fazem, mesmo que não nos vejam há uma semana. No meu caso, uns três meses! A gente entrou, comeu o café da manhã que minha mãe preparou enquanto eu conversava com o meu pai sobre os planos pro futuro e meu amigo brincava com a Lily, gata que minha prima deu pra minha mãe como presente de aniversário. Lá pelas 9:00h, a gente foi dormir. Disse que ele podia ficar no quarto que era meu quando morava com os meus pais, porque eu ficaria no quarto da minha irmã, que tinha saído pra um final de semana com as amigas e só voltava à tarde.

Nunca tinha ficado tão cansado de uma viagem como desta vez. Mal tirei a roupa, caí na cama e parecia que já tava sonhando. Me senti tão criança, tão adolescente, que seria capaz de repetir isso umas três vezes por mês. Me senti no oposto de "Thirteen Going On Thirty". Quando acordei, era quase duas da tarde. Super sonolento, estava em dúvida entre abrir e continuar com os olhos fechados. Então, minha irmã pulou em cima de mim e me deu um abraço que só ela sabe dar. Despertei totalmente.

3 comentários:

  1. Eu também curto aerosmith.
    E minha mãe não me pergunta nada sobre minha vida, acho que é porque ainda moro com ela, a nao ser quando eu saio de casa "nao é com aquele cabeludo, né? toda vez que vc sai com ele vc dá trabalho".

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  2. Eu também curto Aerosmith. [2]
    E eu nunca sái por aí, viajando assim. Sempre em companhia dos meus pais. Acho que o mais longe que eu já fui sozinho, sem pais nem amigos, foi pra Piracicaba.

    sahsahisaihJOSAOJAJOSJOSOJAhiasihashiasias

    "13 Going on 30" é legalzinho, depois de Juno e Elektra, é um dos melhors filmes da Jennifer Garner.

    Cara, fiquei com vontade de sair por aí viajando, como num road-movie. Muito legal!

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  3. Legal a sensação de liberdade né? de poder votar a fazer as mesmas coisas...soh q com um sentimento de saudade e alegria...espero viver momentos como esses futuramente, mas se for comentar alguma revista, que não seja algo de gênero de Penthouse! ^^

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