Hoje é sábado. Um belo dia. Acordei super bem mesmo não estando em casa e já tendo passado da hora de caminhar. Nem me lembro bem como começou o dia, mas sei que começou no dia de ontem - sexta-feira. A manhã foi um porre e não vou falar a respeito. Já a tarde começou a melhorar...
Tava ouvindo um disco quando a campainha tocou. O carteiro - rapaz muito simpático - entregou o pacote depois que assinei uns trinta papéis. Nem podia ficar irritado com ele. Só estava fazendo o seu trabalho. Não o seu, o dele. Abri e já verifiquei o que tinha no pacote: dois livros que eu tinha incomendado pra dar pra minha irmã no aniversário dela, daqui a duas semanas. Comprei dois livros que acredito que ela vá gostar. A Cabana, pois todo mundo está lendo, então suponho que seja bom, e O Crime do Padre Amaro, que ela desde adolescente diz que vai ler - mas nunca encontra tempo! Nada como um irmão mais velho para acrescentar tempo a vida pouco corrida da irmã caçula...
Lembrei do ingresso pro cinema que eu tinha trocado na semana passada e vi que em duas horas começava a sessão. Já eram seis e meia e eu estava tomando banho e o telefone tocou. Podia ter deixado tocar, mas é sempre bom correr pelado pela casa, então fui atender. Não era nada importante. Voltei pro banho. Saí e já era 19:15h quando saí de casa. Chegaria em quinze minutos ao cinema e ainda sobraria meia hora. Dito e feito. Cheguei lá com antecedencia e fui na lanchonete - sim, aquilo que eles chama de bomboniere - comprar algumas coisas pra comer enquanto assistia o filme. A fila não estava grande, umas cinco pessoas. Reparei na mulher da minha frente. Branca, cabelos morenos encaracolados, um pouco mais baixa do que eu. Usava roupas informais, um shorts jeans, saltos e uma blusinha roxa de decote generoso (isso eu só vi quando ela virou de frente). Comprou uma barra de chocolate e um refrigerante. Eu segui o exemplo e comprei dois diamantes negros e uma pepsi. Entrei na sala. Achei estranho várias coisas. Primeira: a sala não estava cheia. Era sexta-feira, às 20h, e a sala estava relativamente vazia. Segunda: a lanterninha que risca o bilhete do cinema não estava lá e isso é quase tão incomum do que a sala estar quase vazia. Terceira: a garota que vi antes estava sentada sozinha, lá no fundão, parecendo encolhida a um canto. Fui ate lá e perguntei se podia me sentar perto dela. Não identifiquei pela expressão se ela tinha gostado de ouvir aquilo, mas me sentei mesmo assim.
Não soube como puxar assunto no começo, mas fui bem. Logo começamos a conversar enquanto os trailers estavam sendo exibidos. Carolina, esse era o nome dela, me falou um pouco sobre ela e eu também - importante ressaltar que conversar as superficialidades do cotidiano. Depois eu disse que só tinha me sentado ali porque tinha achado ela muito bonita. Óbvio que ela sabia disso, afinal porque outra razão um homem se senta do lado de alguém quando mais de 75% das poltronas estão vazias? A coisa fluiu, ficamos metade do filme falando e eu nem prestei a atenção no Keanu-ET nem em nada que o filme mostrava. O refrigerante dela acabou, então ofereci o meu, ainda fechado. E ela chupou o canudinho de uma forma tão incrível que fiquei sonhando acordado... Só despertei mesmo quando as luzes se acenderam e o povo se levantou e começou a sair. Continuamos conversando até a saída do cinema, quando eu perguntei o que ela ia fazer e peguntei se ela não queria sair para dar uma volta. Ela aceitou e fomos pegar o meu carro. Ela disse que gostava de dirigir - entendi o pedido, mas odeio que dirijam meu carro. Sem contar que mulher é um perigo quando dirige e ela não se mostrou diferente: na dúvida entre segurar o volante e o meu pau, entre olhar pra frente e me beijar, quase bateu carro duas vezes. Absurdo...
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tem gente que curte a vida.
ResponderExcluirTem gente que curte a vida. [2]
ResponderExcluirQuase bateram o carro, hein... Será que não tem lei que proíba sexo no carro em movimento assim como a que poríbe falar ao celular enquanto dirige? É perigoso...
a sua irmã gostou do livro?
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