quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Roupas

Hoje eu comecei me preparar para segunda-feira, dia em que eu começo no emprego novo. Talvez não deva chamar de novo, já que eu não tinha outro antes desse pra poder compará-los. Mas pra mim é novo, já que já fazia um ano que eu ficava em casa sem me preocupar com projetos, dados, números, etc.

Fui fazer umas compras hoje a tarde - até parece coisa de mulher de seriado - pra poder estar bem bonito na festa da empresa no sábado. Tomei banho antes de ir. É só uma mania que tenho antes de experimentar roupa, porque se eu não gostar e devolver, a próxima pessoa vai sentir o cheiro do perfume ou do sabonete - outra coisa de mulher de seriado. Saí antes das duas e cheguei umas duas horas depois. Não que eu demore escolhendo roupa, não é isso. Nem curto muito provadores, roupas com etiqueta e essa coisa toda. Mas em lojas rola flerte, rola paquera e sempre tem atendentes bonitinhas...

Cheguei numa loja e dei uma olhada bem rápido. Meu objetivo principal eram as roupas, porque tinha mesmo que estar bem vestido; as atendentes bonitas eram o segundo. Na primeira loja, no centro da cidade, tinha moças bonitas - mas eu só vestiria aquelas roupas se fosse interpretar Darrow no cinema. Saí de lá rapidinho e fui pra próxima loja. Lá tinha roupas bonitas e demorei meia hora lá comprando o que precisava - uns dois ternos, camisas polo, calça social e sapato novo - e fui pra outra loja, que não tinha nada bom. Rodei a cidade toda e então, perto de casa, numa loja bem longe do centro e lá tinha o que eu queria: roupas ótimas e atendentes também ótimas. Comecei a escolher as roupas clássicas, que impressionam. Em quinze minutos, escolhi um termo e mais duas camisas. Parti pro ataque! Comecei a pedir opiniões sobre qual roupa ficava melhor - de terno foi pra jeans, depois pra bermuda - e sempre insistia pra que a moça entrasse no provador pra falar. É lógico que ela tava gostando, senão nem entraria no provador. A moça era bem bonita, devia ter uns 25 anos, cabelos avermelhados e pele branca, o que a deixava muito mais encantadora.

Muitas coisas passaram pela minha cabeça naquela hora. Podia beijá-la ali. Fechar a porta do provador. Podia até levar um tapa se fizesse isso. Mas ela não era moça de aventura, isso eu percebi. Também percebi que não tinha aliança no dedo dela. Terminei comprando algumas roupas, sociais e esportivas, agradeci pela ajuda, paguei e fiz uns comentários positivos sobre a atendente e saí, agradecendo mais uma vez com um aperto do mão e um sorriso gigante. Voltei pra casa, deixei a roupa em cima do sofá e pedi pra empregada guardar depois. E fiquei pensando nela... Nem sequer li o nome no crachá... Mas não faz mal. Vou ter que comprar mais roupas mesmo!

2 comentários:

  1. Acho constragedor comprar sapatos.
    Roupas em geral, me deixam envergonhado.
    Além do fato de não poder flertar com atendentes, pois provavelmente ganho menos que elas.

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  2. Sabe que eu nunca flertei com as atendentes? ...que coisa não?

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