(continuação)
Fomos pra minha casa. Não gosto muito de levar moças desconhecidas para a minha casa, mas pelo menos eu tinha certeza de que não passaria vergonha se meu cartão não funcionasse. E não tava a fim do clima exagerado dos motéis - muita cor, espelhos por todos os lados, lençóis cheio de rendas e botões na cabeceira da cama. Quem se preocupa com botões que fazem a cama mexer? Chegamos em casa e ela já estava louca... me agarrava, levantava minha camiseta, me mordia. Eu já estava ficando louco.
O melhor era o jeitinho delicado, de adolescente. Mas já devia ter uns 25 - talvez tenha vivido uns 60 anos, porque sabia coisas que muitas mulheres experientes não sabiam. Eu tentava retribuir as investidas dela, mas ela parecia que tava me evitando. Não me deixava apertá-la nem beijá-la, nem nada. Mas as mãos delas percorriam rapidamente meu corpo. Tirou minha camiseta e começou a beijar meu peito enquanto acariciava minha barba e puxava meu cabelo. Eu caí sentado no sofá e ela veio por cima, continuando com os beijos - ainda sem me deixar tocá-la. Desabotou minha calça e antes que eu me desse conta ela já tinha me deixado pelado. Me lambeu, me beijou, me deixou louco. E empurrava minha mão cada vez que eu tentava passar a mão nela. Aquilo começou a me deixar um pouco irritado... De repente, ela me deu uma mordida. NO PAU! Reagi instintivamente: gritei, segurei o cabelo dela e puxei com força, afastando a cabeça dela de mim. Não me dei conta da força que usei, mas ela pareceu ter gostado, porque sorriu bem safada e disse que era a minha vez.
Tinha um tufo de cabelo na minha mão. Ela nem deve ter percebido porque tava muito excitada. Entendi o joguinho dela: me fazer ir com sede ao pote. Conseguiu. Ja tava louco de tesão e ainda estava latejando de dor quando arranquei a roupa dela e começei a apertar com tanta força que meus dedos deixaram marcas na pele dela. Deixei meus dedos enroscarem nos cachos do cabelos dela e puxava de vez em quando com força enquanto dava umas mordidas nos seios e barriga dela. Fui descendo... Bonita. Bem bonita. Nunca vi uma tão bonita quanto aquela. Rosada, bem formada, bem cheirosa. Mas chega de descrições. Foi a minha vez de retribuir o "prazer" do boquete que ela tinha proporcionado. Continuei apertando, mordendo, lambendo. Com euforia e agressividade. E ela gemia tão gostoso que só naquele momento percebi que eu não tinha nem colocado uma musiquinha pra acentuar o clima. Depois disso, o resto rolou fácil e bem mais prazeroso. Rolamos pela sala toda. Até a luminária quebrou. Depois fomos pro quarto e ela - que se deu a liberdade de abrir meu guarda-roupa - usou uma gravata pra amarrar minha mão na cama. O melhor de tudo foi não ter nem um pouco de romantismo. Só tinha um clima selvagem de tesão e isso era bom porque eu sabia que quando terminasse a gente não ia ter que ficar abraçado. Até gosto de romantismo, mas aquilo era só sexo, sem sentimentos. Não sei quanto tempo ficamos nos divertindo. Acho que a gente ficou transando por umas duas horas. Quase não acreditei quando acabou. Parecia que eu tava uns vinte quilos mais leve.
Ela disse que ia tomar banho e foi. Já fazia quase meia hora que ela estava lá quando eu fui tomar banho também. Mais uma rodada de beijos, mordidas, tapas, apertões e marcas por todo o corpo. Mais uma vez voltamos por quarto e repetimos a brincadeira. Mais umas duas horas. Já era quase três e meia quando a gente dormiu. E foi como eu pensei - ela virou para um lado, nua na cama, e eu virei pro outro, também peladão. Acordei e era quase dez da manhã. Ela ainda tava dormindo então desci e fui fazer o café da manhã - sem tiros dessa vez. Ouvi os passos na escada e vi ela descendo: mesmo que tivesse acordado naquela hora, estava tão bonita quanto na noite anterior. Enquanto ela comia, vi um pequeno corte no lábio e me senti um pouco constrangido. Antes de ir embora, eu perguntei se agente ia se ver de novo e ela disse que talvez sim. Rabiscou um número de celular num pedaço de papel e deixou jogado em cima da mesa de centro na sala. E disse que ia com frequência no cinema - pra caso eu não encontrasse ela naquele número que tinha me passado. Não rolou último beijo - isso afinal é coisa de casalzinho apaixonado.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Da ficção pra realidade I
Hoje é sábado. Um belo dia. Acordei super bem mesmo não estando em casa e já tendo passado da hora de caminhar. Nem me lembro bem como começou o dia, mas sei que começou no dia de ontem - sexta-feira. A manhã foi um porre e não vou falar a respeito. Já a tarde começou a melhorar...
Tava ouvindo um disco quando a campainha tocou. O carteiro - rapaz muito simpático - entregou o pacote depois que assinei uns trinta papéis. Nem podia ficar irritado com ele. Só estava fazendo o seu trabalho. Não o seu, o dele. Abri e já verifiquei o que tinha no pacote: dois livros que eu tinha incomendado pra dar pra minha irmã no aniversário dela, daqui a duas semanas. Comprei dois livros que acredito que ela vá gostar. A Cabana, pois todo mundo está lendo, então suponho que seja bom, e O Crime do Padre Amaro, que ela desde adolescente diz que vai ler - mas nunca encontra tempo! Nada como um irmão mais velho para acrescentar tempo a vida pouco corrida da irmã caçula...
Lembrei do ingresso pro cinema que eu tinha trocado na semana passada e vi que em duas horas começava a sessão. Já eram seis e meia e eu estava tomando banho e o telefone tocou. Podia ter deixado tocar, mas é sempre bom correr pelado pela casa, então fui atender. Não era nada importante. Voltei pro banho. Saí e já era 19:15h quando saí de casa. Chegaria em quinze minutos ao cinema e ainda sobraria meia hora. Dito e feito. Cheguei lá com antecedencia e fui na lanchonete - sim, aquilo que eles chama de bomboniere - comprar algumas coisas pra comer enquanto assistia o filme. A fila não estava grande, umas cinco pessoas. Reparei na mulher da minha frente. Branca, cabelos morenos encaracolados, um pouco mais baixa do que eu. Usava roupas informais, um shorts jeans, saltos e uma blusinha roxa de decote generoso (isso eu só vi quando ela virou de frente). Comprou uma barra de chocolate e um refrigerante. Eu segui o exemplo e comprei dois diamantes negros e uma pepsi. Entrei na sala. Achei estranho várias coisas. Primeira: a sala não estava cheia. Era sexta-feira, às 20h, e a sala estava relativamente vazia. Segunda: a lanterninha que risca o bilhete do cinema não estava lá e isso é quase tão incomum do que a sala estar quase vazia. Terceira: a garota que vi antes estava sentada sozinha, lá no fundão, parecendo encolhida a um canto. Fui ate lá e perguntei se podia me sentar perto dela. Não identifiquei pela expressão se ela tinha gostado de ouvir aquilo, mas me sentei mesmo assim.
Não soube como puxar assunto no começo, mas fui bem. Logo começamos a conversar enquanto os trailers estavam sendo exibidos. Carolina, esse era o nome dela, me falou um pouco sobre ela e eu também - importante ressaltar que conversar as superficialidades do cotidiano. Depois eu disse que só tinha me sentado ali porque tinha achado ela muito bonita. Óbvio que ela sabia disso, afinal porque outra razão um homem se senta do lado de alguém quando mais de 75% das poltronas estão vazias? A coisa fluiu, ficamos metade do filme falando e eu nem prestei a atenção no Keanu-ET nem em nada que o filme mostrava. O refrigerante dela acabou, então ofereci o meu, ainda fechado. E ela chupou o canudinho de uma forma tão incrível que fiquei sonhando acordado... Só despertei mesmo quando as luzes se acenderam e o povo se levantou e começou a sair. Continuamos conversando até a saída do cinema, quando eu perguntei o que ela ia fazer e peguntei se ela não queria sair para dar uma volta. Ela aceitou e fomos pegar o meu carro. Ela disse que gostava de dirigir - entendi o pedido, mas odeio que dirijam meu carro. Sem contar que mulher é um perigo quando dirige e ela não se mostrou diferente: na dúvida entre segurar o volante e o meu pau, entre olhar pra frente e me beijar, quase bateu carro duas vezes. Absurdo...
Tava ouvindo um disco quando a campainha tocou. O carteiro - rapaz muito simpático - entregou o pacote depois que assinei uns trinta papéis. Nem podia ficar irritado com ele. Só estava fazendo o seu trabalho. Não o seu, o dele. Abri e já verifiquei o que tinha no pacote: dois livros que eu tinha incomendado pra dar pra minha irmã no aniversário dela, daqui a duas semanas. Comprei dois livros que acredito que ela vá gostar. A Cabana, pois todo mundo está lendo, então suponho que seja bom, e O Crime do Padre Amaro, que ela desde adolescente diz que vai ler - mas nunca encontra tempo! Nada como um irmão mais velho para acrescentar tempo a vida pouco corrida da irmã caçula...
Lembrei do ingresso pro cinema que eu tinha trocado na semana passada e vi que em duas horas começava a sessão. Já eram seis e meia e eu estava tomando banho e o telefone tocou. Podia ter deixado tocar, mas é sempre bom correr pelado pela casa, então fui atender. Não era nada importante. Voltei pro banho. Saí e já era 19:15h quando saí de casa. Chegaria em quinze minutos ao cinema e ainda sobraria meia hora. Dito e feito. Cheguei lá com antecedencia e fui na lanchonete - sim, aquilo que eles chama de bomboniere - comprar algumas coisas pra comer enquanto assistia o filme. A fila não estava grande, umas cinco pessoas. Reparei na mulher da minha frente. Branca, cabelos morenos encaracolados, um pouco mais baixa do que eu. Usava roupas informais, um shorts jeans, saltos e uma blusinha roxa de decote generoso (isso eu só vi quando ela virou de frente). Comprou uma barra de chocolate e um refrigerante. Eu segui o exemplo e comprei dois diamantes negros e uma pepsi. Entrei na sala. Achei estranho várias coisas. Primeira: a sala não estava cheia. Era sexta-feira, às 20h, e a sala estava relativamente vazia. Segunda: a lanterninha que risca o bilhete do cinema não estava lá e isso é quase tão incomum do que a sala estar quase vazia. Terceira: a garota que vi antes estava sentada sozinha, lá no fundão, parecendo encolhida a um canto. Fui ate lá e perguntei se podia me sentar perto dela. Não identifiquei pela expressão se ela tinha gostado de ouvir aquilo, mas me sentei mesmo assim.
Não soube como puxar assunto no começo, mas fui bem. Logo começamos a conversar enquanto os trailers estavam sendo exibidos. Carolina, esse era o nome dela, me falou um pouco sobre ela e eu também - importante ressaltar que conversar as superficialidades do cotidiano. Depois eu disse que só tinha me sentado ali porque tinha achado ela muito bonita. Óbvio que ela sabia disso, afinal porque outra razão um homem se senta do lado de alguém quando mais de 75% das poltronas estão vazias? A coisa fluiu, ficamos metade do filme falando e eu nem prestei a atenção no Keanu-ET nem em nada que o filme mostrava. O refrigerante dela acabou, então ofereci o meu, ainda fechado. E ela chupou o canudinho de uma forma tão incrível que fiquei sonhando acordado... Só despertei mesmo quando as luzes se acenderam e o povo se levantou e começou a sair. Continuamos conversando até a saída do cinema, quando eu perguntei o que ela ia fazer e peguntei se ela não queria sair para dar uma volta. Ela aceitou e fomos pegar o meu carro. Ela disse que gostava de dirigir - entendi o pedido, mas odeio que dirijam meu carro. Sem contar que mulher é um perigo quando dirige e ela não se mostrou diferente: na dúvida entre segurar o volante e o meu pau, entre olhar pra frente e me beijar, quase bateu carro duas vezes. Absurdo...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Café da manhã com tiros
AH! Odeio novelas. São horrendas. Não quero que pensem que eu sou contra a arte - o que sou contra é a mania sempre injusta de retratarem o vilão como sem razão, punirem o infeliz no final e ainda permitir que o casal protagonista tenha um final feliz! Vi grandes novelas e admiro o trabalho dos atores, mas quase nunca entendi - e isso se acentuou com o tempo - essa pseudo-realidade incômoda que as novelas mostram.
Minha intenção não é criticar as cenas do penúltimo capítulo de A FAVORITA. Esse não é um blog para fazer críticas, se bem que acaba servindo pra qualquer coisa. Mas prefiro deixar críticas e comentários ao blog Literatura e Cinema, listado ao lado nos meus favoritos. É claro que também é um pouco idiota, uma vez que o próprio nome limita as atividades do blog deles: literatura e cinema, não teledramaturgia! Enfim, não quero fazer críticas. Quero ressaltar apenas um sentimento que veio a tona enquanto eu assistia a novela: inveja.
Sim, inveja. É isso mesmo! Assim, como todas as letras: I-N-V-E-J-A. Quando vi a personagem de Patrícia Pillar recepcionando os recém-casados Claudia Raia e o cara que eu não sei o nome, a primeira coisa que senti foi inveja. Me lembrei das vezes em que acordei mais cedo para fazer o café da manhã pra minha esposa e ela sempre gostou. Depois de um tempo, começou a reclamar: o café estava fraco, as torradas estavam muito torradas (que ironia!), o pão não estava fresco e desde-quando-eu-como-pasta-de-amendoim?. Claro que não havia motivos para comer quieta uma comida que nós dois sabíamos que estava boa, por isso ela preferia enxergar problemas onde não havia. E o fator principal, que favorecia totalmente as reclamações, era quem tinha feito o café da manhã: eu.
Devia tê-la recepcionado com um revólver. [risada diabólica] Devia ter servido melhor o café da manhã: peixe podre, banana esmagada, vômito do maldito gato que ela tratava com tanto carinho. [mais risadas] Mas os tiros mesmos eu guardaria para o dia como aquele em que eu saí e voltei quase às oito da manhã em casa e ela estava na cozinha, comendo alegremente e conversando com ele - com ele! Ah, sim... O cardápio que comia era exatamente aquele que eu sempre preparava. Ótimo momento para um café da manhã com tiros. Não neles, é claro! Não sou um assassino. Mas ia adorar quebrar o lindo clima que romance que os cercava, os envolvia, os fazia ficar tão mais próximos um do outro... Filhos da puta! [risadas mais do que diabólicas] Eu devia ser a Flora, brincando com uma bandeija numa mão e um revólver na outra. E eles estariam com medo e diriam bobagens e promessas - mesmo sabendo que poderiam morrer. Sem final feliz. Só a realidade.
Minha intenção não é criticar as cenas do penúltimo capítulo de A FAVORITA. Esse não é um blog para fazer críticas, se bem que acaba servindo pra qualquer coisa. Mas prefiro deixar críticas e comentários ao blog Literatura e Cinema, listado ao lado nos meus favoritos. É claro que também é um pouco idiota, uma vez que o próprio nome limita as atividades do blog deles: literatura e cinema, não teledramaturgia! Enfim, não quero fazer críticas. Quero ressaltar apenas um sentimento que veio a tona enquanto eu assistia a novela: inveja.
Sim, inveja. É isso mesmo! Assim, como todas as letras: I-N-V-E-J-A. Quando vi a personagem de Patrícia Pillar recepcionando os recém-casados Claudia Raia e o cara que eu não sei o nome, a primeira coisa que senti foi inveja. Me lembrei das vezes em que acordei mais cedo para fazer o café da manhã pra minha esposa e ela sempre gostou. Depois de um tempo, começou a reclamar: o café estava fraco, as torradas estavam muito torradas (que ironia!), o pão não estava fresco e desde-quando-eu-como-pasta-de-amendoim?. Claro que não havia motivos para comer quieta uma comida que nós dois sabíamos que estava boa, por isso ela preferia enxergar problemas onde não havia. E o fator principal, que favorecia totalmente as reclamações, era quem tinha feito o café da manhã: eu.
Devia tê-la recepcionado com um revólver. [risada diabólica] Devia ter servido melhor o café da manhã: peixe podre, banana esmagada, vômito do maldito gato que ela tratava com tanto carinho. [mais risadas] Mas os tiros mesmos eu guardaria para o dia como aquele em que eu saí e voltei quase às oito da manhã em casa e ela estava na cozinha, comendo alegremente e conversando com ele - com ele! Ah, sim... O cardápio que comia era exatamente aquele que eu sempre preparava. Ótimo momento para um café da manhã com tiros. Não neles, é claro! Não sou um assassino. Mas ia adorar quebrar o lindo clima que romance que os cercava, os envolvia, os fazia ficar tão mais próximos um do outro... Filhos da puta! [risadas mais do que diabólicas] Eu devia ser a Flora, brincando com uma bandeija numa mão e um revólver na outra. E eles estariam com medo e diriam bobagens e promessas - mesmo sabendo que poderiam morrer. Sem final feliz. Só a realidade.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Pela estrada afora...
Hoje eu voltei pra casa. No sábado a noite, eu fui pra Piracicaba, cidade em que meus pais moram. Fazia tempo que eu não ia visitá-los, então decidi ir pra lá. Seria bom passar um tempo fora do meu cotidiano, fazer qualquer coisa diferente, mesmo que Piracicaba não tenha nada significantemente mais interessante do que aqui onde moro.
Já tinha arrumado minhas coisas no sábado a tarde, mas como prefiro pegar a estrada durante a noite - talvez por causa da escuridão ou de caronistas-maníacos-de-filme-de-terror - , decidi esperar mais um pouco até sair. Nesse meio tempo, fui num restaurante. O melhor da cidade. Caro pra caralho. Praticamente fiquei sem grana, mas ainda bem que cartão de crédito e divórcio existem! Cheguei em casa quase às onze da noite, tinha uma mensagem na secretária eletrônica: um amigo da época em que eu trabalhava na empresa da minha ex, perguntando se eu queria ir num churrasco no domingo. Retornei a ligação, expliquei a situação e perguntei se ele queria ir junto comigo.
De todo mundo que trabalhava na empresa, John era o um dos melhores. Seu nome de verdade não é John, mas depois de uma transação na empresa e depois de aguentarmos uma americana que nem sabíamos com certeza se era mulher mesmo ficar tentando falar num português medíocre com ele, ele se tornou John. Não fazíamos muitos programas interessantes quando trabalhávamos juntos. Saíamos, às vezes, mas era devido a eventos sociais da empresa e sempre com as esposas - no caso dele, namorada - dos nossos lados. Romper com a empresa foi algo bom e significativo na minha vida. E depois disso - e depois que John largou a última namorada - , nós passamos a fazer alguns programas juntos.
Ele aceitou e quase uma hora depois estava em casa, com uma mala pequena e um puta sorriso na cara! Pegamos alguns CD's, um mapa grande de SP e do nosso estado (?!?) e ele trouxe também algumas . sairmos de casa, já era quase uma da manhã. Paramos no primeiro posto que vimos antes de sair da cidade e compramos algumas baboseiras pra comer durante a viagem. Após meia hora de viagem, o John colocou um dos CD's que tinha trazido. Caralho! Tinha já tanto tempo que eu não fazia nada tão adolescente, como viajar por aí, ouvindo Aerosmith, Black Sabath, Pink Floyd. A gente ouviu até Menudos! Isso sem falar nas maravilhas brasileiras como Caetano e Rita Lee. Mas eu ainda prefiro Aerosmith! Foi quase seis horas de viagem e durante o trajeto, quase nunca desligamos o som e falaos sobre muitas coisas - desde as maluquices de quando éramos bem mais jovens, como descever as garotas da escola a quem homenageávamos no banheiro na época do colégio, até um papo mais cabeça sobre leis que vigoram nas novas empresas, etc.
Os mapas obviamente não serviram pra nada. Eu sabia como chegar em Pira, afinal vou pra lá todo ano. E quando nós trocamos de lugar, pra ele dirigir, porque eu já estava cansado, eu continuava a dar as instruções. Paramos umas duas vezes em postos de gasolina, pra comprar alguma coisa pra comer e beber, e mais umas três pela estrada, pra dar uma mijada. Quando já estava quase amanhecendo, eu peguei numa sacola as Penthouse que ele tinha trazido e a gente começou a comentar o que faria com a garota da revista se estivéssemos com ela. A viagem toda foi muito legal, com toda a sensação nostálgica. Chegamos na casa dos meus pais lá pelas 7:30h, de surpresa, porque eu não tinha avisado antes de vir. Toquei a campainha e esperei alguém abrir. Minha mãe pareceu surpresa, me abraçou, perguntou sobre minha vida - enfim, tudo aquilo que as nossas mães fazem, mesmo que não nos vejam há uma semana. No meu caso, uns três meses! A gente entrou, comeu o café da manhã que minha mãe preparou enquanto eu conversava com o meu pai sobre os planos pro futuro e meu amigo brincava com a Lily, gata que minha prima deu pra minha mãe como presente de aniversário. Lá pelas 9:00h, a gente foi dormir. Disse que ele podia ficar no quarto que era meu quando morava com os meus pais, porque eu ficaria no quarto da minha irmã, que tinha saído pra um final de semana com as amigas e só voltava à tarde.
Nunca tinha ficado tão cansado de uma viagem como desta vez. Mal tirei a roupa, caí na cama e parecia que já tava sonhando. Me senti tão criança, tão adolescente, que seria capaz de repetir isso umas três vezes por mês. Me senti no oposto de "Thirteen Going On Thirty". Quando acordei, era quase duas da tarde. Super sonolento, estava em dúvida entre abrir e continuar com os olhos fechados. Então, minha irmã pulou em cima de mim e me deu um abraço que só ela sabe dar. Despertei totalmente.
Já tinha arrumado minhas coisas no sábado a tarde, mas como prefiro pegar a estrada durante a noite - talvez por causa da escuridão ou de caronistas-maníacos-de-filme-de-terror - , decidi esperar mais um pouco até sair. Nesse meio tempo, fui num restaurante. O melhor da cidade. Caro pra caralho. Praticamente fiquei sem grana, mas ainda bem que cartão de crédito e divórcio existem! Cheguei em casa quase às onze da noite, tinha uma mensagem na secretária eletrônica: um amigo da época em que eu trabalhava na empresa da minha ex, perguntando se eu queria ir num churrasco no domingo. Retornei a ligação, expliquei a situação e perguntei se ele queria ir junto comigo.
De todo mundo que trabalhava na empresa, John era o um dos melhores. Seu nome de verdade não é John, mas depois de uma transação na empresa e depois de aguentarmos uma americana que nem sabíamos com certeza se era mulher mesmo ficar tentando falar num português medíocre com ele, ele se tornou John. Não fazíamos muitos programas interessantes quando trabalhávamos juntos. Saíamos, às vezes, mas era devido a eventos sociais da empresa e sempre com as esposas - no caso dele, namorada - dos nossos lados. Romper com a empresa foi algo bom e significativo na minha vida. E depois disso - e depois que John largou a última namorada - , nós passamos a fazer alguns programas juntos.
Ele aceitou e quase uma hora depois estava em casa, com uma mala pequena e um puta sorriso na cara! Pegamos alguns CD's, um mapa grande de SP e do nosso estado (?!?) e ele trouxe também algumas . sairmos de casa, já era quase uma da manhã. Paramos no primeiro posto que vimos antes de sair da cidade e compramos algumas baboseiras pra comer durante a viagem. Após meia hora de viagem, o John colocou um dos CD's que tinha trazido. Caralho! Tinha já tanto tempo que eu não fazia nada tão adolescente, como viajar por aí, ouvindo Aerosmith, Black Sabath, Pink Floyd. A gente ouviu até Menudos! Isso sem falar nas maravilhas brasileiras como Caetano e Rita Lee. Mas eu ainda prefiro Aerosmith! Foi quase seis horas de viagem e durante o trajeto, quase nunca desligamos o som e falaos sobre muitas coisas - desde as maluquices de quando éramos bem mais jovens, como descever as garotas da escola a quem homenageávamos no banheiro na época do colégio, até um papo mais cabeça sobre leis que vigoram nas novas empresas, etc.
Os mapas obviamente não serviram pra nada. Eu sabia como chegar em Pira, afinal vou pra lá todo ano. E quando nós trocamos de lugar, pra ele dirigir, porque eu já estava cansado, eu continuava a dar as instruções. Paramos umas duas vezes em postos de gasolina, pra comprar alguma coisa pra comer e beber, e mais umas três pela estrada, pra dar uma mijada. Quando já estava quase amanhecendo, eu peguei numa sacola as Penthouse que ele tinha trazido e a gente começou a comentar o que faria com a garota da revista se estivéssemos com ela. A viagem toda foi muito legal, com toda a sensação nostálgica. Chegamos na casa dos meus pais lá pelas 7:30h, de surpresa, porque eu não tinha avisado antes de vir. Toquei a campainha e esperei alguém abrir. Minha mãe pareceu surpresa, me abraçou, perguntou sobre minha vida - enfim, tudo aquilo que as nossas mães fazem, mesmo que não nos vejam há uma semana. No meu caso, uns três meses! A gente entrou, comeu o café da manhã que minha mãe preparou enquanto eu conversava com o meu pai sobre os planos pro futuro e meu amigo brincava com a Lily, gata que minha prima deu pra minha mãe como presente de aniversário. Lá pelas 9:00h, a gente foi dormir. Disse que ele podia ficar no quarto que era meu quando morava com os meus pais, porque eu ficaria no quarto da minha irmã, que tinha saído pra um final de semana com as amigas e só voltava à tarde.
Nunca tinha ficado tão cansado de uma viagem como desta vez. Mal tirei a roupa, caí na cama e parecia que já tava sonhando. Me senti tão criança, tão adolescente, que seria capaz de repetir isso umas três vezes por mês. Me senti no oposto de "Thirteen Going On Thirty". Quando acordei, era quase duas da tarde. Super sonolento, estava em dúvida entre abrir e continuar com os olhos fechados. Então, minha irmã pulou em cima de mim e me deu um abraço que só ela sabe dar. Despertei totalmente.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Our Last Summer
Hoje eu acordei bem disposto. Depois do dia de ontem, eu realmente esperava acordar bem. Eram pouco mais que sete e meia; tomei um bom banho, tomei um bom café da manhã e fui me exercitar - não que eu goste de exercícios, mas já adquiri uns dez quilos nos últimos dois anos e caminhar pela manhã me distrai. Posso ver todas as figuras engraçadas que a cidade abriga; há uns quinze anos, cheguei a presenciar o curioso caso de um senhor negro que se ofendia quando chamavam ele de "palmeirense". Acho que é porque ele era um corinthiano fanático! Ele provavelmente já deve ter morrido; mas é por causa de pessoas como ele que andar pelas ruas vale a pena: é sempre reconfortante saber que há alguém mais escroto e estúpido do que você.
Divagações à parte, terminei de caminhar e voltei pra casa. Outro bom banho, troquei de roupa e fui pegar a correspondência. É incrível como todos os bancos te consideram um cliente especial e adoram mandar sugestões para adquirir cartões de crédito. Como já tenho um, que é muito eficiente - exceto nos cinemas dessa cidade - , joguei as cartas fora e vi uma que me interessou: um informativo CVC sobre lugares para viajar durante essa época do ano. Comecei a ver as opções e fazer planos. Considerei por alguns minutos, pegei uma calculadora, analisei as despesas. Por fim, fiquei em dúvida entre verão brasileiro, nas praias de Fortaleza, ou inverno americano, em Aspen. Pensei bastante. Não me decidi. Por fim, fui buscar o meu carro na oficina.
Enquanto voltava embora, parei numa sorveteria. Peguei o meu preferido: chocolate com cobertura de caramelo. Então, um surto de memórias veio de repente em minha cabeça. Me lembrei de um dos primeiros anos do meu casamento, quando havia felicidade. Lembro que minha esposa e eu viajamos para Nova York e ficamos uma semana lá, em junho. Estávamos sentados na grama, numa praça, tomando sorvete e perto da li um grupinho começou a cantar uma música que conhecíamos bem. Our Last Summer. Nosso casamento tava numa fase ótima, aquelas "férias" renderam boas recordações e nos dias seguintes aquele refrão não saía da cabeça. Elegemos então a música como nossa para aquela época - é bom enfatizar que foi a única música que tivemos. Nos dois anos seguintes, era essa música que eu cantava pra ela, dando destaque pra parte inicial, que diz "I can still recall our last summer. I can see it all..." . Por ironia do destino, nós nos separamos algum tempo depois, no verão. Foi literalmente o "nosso último verão".
Cheguei em casa, as mãos meladas, o humor variando. Mais um banho. A empregada já tinha feito o almoço. Era quase uma hora de tarde quando terminei de almoçar e fiquei atrás umas 15h pensando no sorvete, no verão, na viagem - na minha ex-esposa. E a música não me saía da cabeça! Resolvi dar um fim naquilo. Peguei o carro, dirigi até uma loja de discos (sim, discos!), revirei incansavelmente as prateleiras. Então, eu encontrei: uma capa bonita, quatro pessoas vestindo branco sob um holofote. Numa lateral superior está escrito ABBA; na outra, Super Trouper. Comprei. Levei pra casa. Pus a faixa sete pra ouvir. Me senti mal, mas me senti bem também.
Quem disse que "recordar é viver" é um idiota. Mas até que tem razão...
Divagações à parte, terminei de caminhar e voltei pra casa. Outro bom banho, troquei de roupa e fui pegar a correspondência. É incrível como todos os bancos te consideram um cliente especial e adoram mandar sugestões para adquirir cartões de crédito. Como já tenho um, que é muito eficiente - exceto nos cinemas dessa cidade - , joguei as cartas fora e vi uma que me interessou: um informativo CVC sobre lugares para viajar durante essa época do ano. Comecei a ver as opções e fazer planos. Considerei por alguns minutos, pegei uma calculadora, analisei as despesas. Por fim, fiquei em dúvida entre verão brasileiro, nas praias de Fortaleza, ou inverno americano, em Aspen. Pensei bastante. Não me decidi. Por fim, fui buscar o meu carro na oficina.
Enquanto voltava embora, parei numa sorveteria. Peguei o meu preferido: chocolate com cobertura de caramelo. Então, um surto de memórias veio de repente em minha cabeça. Me lembrei de um dos primeiros anos do meu casamento, quando havia felicidade. Lembro que minha esposa e eu viajamos para Nova York e ficamos uma semana lá, em junho. Estávamos sentados na grama, numa praça, tomando sorvete e perto da li um grupinho começou a cantar uma música que conhecíamos bem. Our Last Summer. Nosso casamento tava numa fase ótima, aquelas "férias" renderam boas recordações e nos dias seguintes aquele refrão não saía da cabeça. Elegemos então a música como nossa para aquela época - é bom enfatizar que foi a única música que tivemos. Nos dois anos seguintes, era essa música que eu cantava pra ela, dando destaque pra parte inicial, que diz "I can still recall our last summer. I can see it all..." . Por ironia do destino, nós nos separamos algum tempo depois, no verão. Foi literalmente o "nosso último verão".
Cheguei em casa, as mãos meladas, o humor variando. Mais um banho. A empregada já tinha feito o almoço. Era quase uma hora de tarde quando terminei de almoçar e fiquei atrás umas 15h pensando no sorvete, no verão, na viagem - na minha ex-esposa. E a música não me saía da cabeça! Resolvi dar um fim naquilo. Peguei o carro, dirigi até uma loja de discos (sim, discos!), revirei incansavelmente as prateleiras. Então, eu encontrei: uma capa bonita, quatro pessoas vestindo branco sob um holofote. Numa lateral superior está escrito ABBA; na outra, Super Trouper. Comprei. Levei pra casa. Pus a faixa sete pra ouvir. Me senti mal, mas me senti bem também.
Quem disse que "recordar é viver" é um idiota. Mas até que tem razão...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Injustiças do cotidiano
A vida não me agrada totalmente. Acho que às vezes é injusta - por que não dizer que sempre é? Hoje mesmo pra se ter noção eu fui ao cinema assistir a estréia de "O Dia em que a Terra parou"; bastou quinze minutos para eu descobrir que aquela tinha sido a pior idéia do dia. Não que as outras idéias que eu tive, como ir caminhar pela manhã, tenham sido inteligentes. Nenhuma foi. Cheguei ao cinema em cima da hora, meu cartão não funcionou e tive que revirar minha carteira à procura de uma nota qualquer. Por sorte, encontei uma nota de vinte reais completamente amassada num compartimento da carteira que eu nem me lembrava que existia. O problema parecia ter se resolvido e o filme tinha começado há apenas um minuto. Ainda havia tempo!
Me enganei totalmente: a máquina que imprime os ingressos travou o rolo de fita. Até o cara do guichê arrumá-lo, a sessão já tinha começado há quinze minutos. Disse a ele que já não ia assistir o filme e que me devolvesse o dinheiro. Ele sugeriu, então, que eu trocasse o ingresso de hoje pelo de outro dia. Havia algo na voz dele - um tom de súplica, talvez - que me fez pensar duas vezes, aceitar a toca e pegar um ingresso para a próxima sexta-feira. Enfim, ainda bem que não perdi os R$16,00 que ia gastar assistindo o filme. Voltei pro estacionamento pra pegar o meu carro e ir embora, mas tinha um carro estacionado logo atrás do meu, de forma que eu não podia sair, a não ser que voasse sobre o outro. Entrei no meu carro e buzinei insistentemente por uns dois minutos, até que uma moça apareceu. Não era bem moça, não tinha nela nenhum aspecto da juventude; eu só enxerguei beleza e experiência, o que rapidamene me deixou aceso.
- Ai, me desculpa. Eu parei aqui, fui até ali, achei que fosse ser rapidinho...
Eu apenas sorri; o dia estava ruim, não podia desperdiçar qualquer chance. Ela entrou no carro. Precisava me apressar, dizer qualquer coisa. Ou simplesmente deixá-la ir. Então eu falei:
- Sabe onde tem um oficina por aqui? Meu carro está com alguns problemas e...
Ela agitou a cabeça, disse qualquer coisa que eu não ouvi e tirou o carro. Entrei no meu e tirei da vaga em que estava. Ela já tinha descido do carro, vinha em direção ao meu lado, abaixou-se e começou a me explicar onde tinha uma oficina - embora eu soubesse exatamente onde tinha uma. Nem prestei atenção no que ela dizia. Ela cheirava tão bem e estava com uma roupa que deixava as curvas da cintura bem acentuadas e os seios também. Tava fixando o meu olhar no dela, enquanto ela falava sorrindo. Percebi uma aliança quando ela pôs a mão no espaço aberto do vidro da janela. Parte das chances de ter uma noite divertida tinham desaparecido. Não que as pessoas casadas não se aventurem - eu mesmo, quando casado, escapava facilmente - , mas hoje eu não estava a fim de jogar todo o meu charme em ninguém. Então, assim que ela terminou de me dar as coordenadas, eu simplesmente fui embora; sem qualquer convite, qualquer insinuação. NADA.
Talvez o cara seguinte perguntaria para ela sobre a padaria mais próxima, a chamaria pra ir comprar pão com ele e os dois passassem um final de semana maravilhoso preparando a massa do mão e confeitando um belo bolo. Mas senti que esse não é o meu dia. Na volta pra casa, o carro começou a morrer. E EU PEGUEI HOJE DE MANHÃ DA OFICINA. Enfim, parei de novo lá, reclamei com o mecânico, que disse que daria um jeito - e sem cobrar nada! Resultado: voltei a pé pra casa. E no caminho começou a chover.
Me enganei totalmente: a máquina que imprime os ingressos travou o rolo de fita. Até o cara do guichê arrumá-lo, a sessão já tinha começado há quinze minutos. Disse a ele que já não ia assistir o filme e que me devolvesse o dinheiro. Ele sugeriu, então, que eu trocasse o ingresso de hoje pelo de outro dia. Havia algo na voz dele - um tom de súplica, talvez - que me fez pensar duas vezes, aceitar a toca e pegar um ingresso para a próxima sexta-feira. Enfim, ainda bem que não perdi os R$16,00 que ia gastar assistindo o filme. Voltei pro estacionamento pra pegar o meu carro e ir embora, mas tinha um carro estacionado logo atrás do meu, de forma que eu não podia sair, a não ser que voasse sobre o outro. Entrei no meu carro e buzinei insistentemente por uns dois minutos, até que uma moça apareceu. Não era bem moça, não tinha nela nenhum aspecto da juventude; eu só enxerguei beleza e experiência, o que rapidamene me deixou aceso.
- Ai, me desculpa. Eu parei aqui, fui até ali, achei que fosse ser rapidinho...
Eu apenas sorri; o dia estava ruim, não podia desperdiçar qualquer chance. Ela entrou no carro. Precisava me apressar, dizer qualquer coisa. Ou simplesmente deixá-la ir. Então eu falei:
- Sabe onde tem um oficina por aqui? Meu carro está com alguns problemas e...
Ela agitou a cabeça, disse qualquer coisa que eu não ouvi e tirou o carro. Entrei no meu e tirei da vaga em que estava. Ela já tinha descido do carro, vinha em direção ao meu lado, abaixou-se e começou a me explicar onde tinha uma oficina - embora eu soubesse exatamente onde tinha uma. Nem prestei atenção no que ela dizia. Ela cheirava tão bem e estava com uma roupa que deixava as curvas da cintura bem acentuadas e os seios também. Tava fixando o meu olhar no dela, enquanto ela falava sorrindo. Percebi uma aliança quando ela pôs a mão no espaço aberto do vidro da janela. Parte das chances de ter uma noite divertida tinham desaparecido. Não que as pessoas casadas não se aventurem - eu mesmo, quando casado, escapava facilmente - , mas hoje eu não estava a fim de jogar todo o meu charme em ninguém. Então, assim que ela terminou de me dar as coordenadas, eu simplesmente fui embora; sem qualquer convite, qualquer insinuação. NADA.
Talvez o cara seguinte perguntaria para ela sobre a padaria mais próxima, a chamaria pra ir comprar pão com ele e os dois passassem um final de semana maravilhoso preparando a massa do mão e confeitando um belo bolo. Mas senti que esse não é o meu dia. Na volta pra casa, o carro começou a morrer. E EU PEGUEI HOJE DE MANHÃ DA OFICINA. Enfim, parei de novo lá, reclamei com o mecânico, que disse que daria um jeito - e sem cobrar nada! Resultado: voltei a pé pra casa. E no caminho começou a chover.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Jovens experientes?
Ah, a cidade onde moro é fabulosa. Por si própria, não apresenta nenhuma beleza, nenhum atrativo. Mas figuram nas ruas alguns personagens bem estranhos. E não me refiro a essa onda que surgiu: pessoas brancas demais, com os olhos de aparência inchada por causa da quantidade de lápis que foi passado, cabelos superlisos escorrendo pelo rosto e uma franja que, no mínimo, está ensebada. Não são esses. Falo sobre aqueles que de tão discretos, fazem algo que chama muito mais a atenção do que se fossem mais extrovertidos.
Ontem à noite, por volta das 20h, eu voltava de um sebo para casa a pé. Costumo caminhar só para me exercitar um pouco, sair do sedentarismo, mas ontem foi porque meu carro não estava disponível e só vou pegá-lo hoje na oficina. O sebo em questão não era muito longe e eu estava observando as coisas ao meu redor enquanto andava, quase parecendo sem direção certa. Ouvi risos e conversa alta , virei discretamente, olhei e vi um casalzinho descendo a rua em que eu estava. Minha opção por escrever casalzinho, assim, no diminutivo mesmo, não se deve a uma suavização nem a uma ênfase que eu quero dar pela beleza dos dois. É uma referência a idade mesmo. Talvez não tivessem mais do que 13 anos!
Andei pouco mais de um quarteirão quando um conhecido me parou e eu, relutantemente, parei para conversar. Odeio situações como essa: você e uma pessoa se vêem a cada três ou quatro anos, então a última lembrança que ela tem de você é sempre a mais medíocre. O conhecido de ontem, por exemplo, no terceiro segundo de conversa, perguntou se minha ex-esposa estava bem. O casalzinho que vinha atrás de mim passou à frente, continuando reto por mais dois quarteirões, pois eu ainda podia vê-los. Brevemente me despedi do rapaz com quem conversava e continuei o meu trajeto. Passados dois quarteirões, virei à esquerda e deparei com duas crianças - um garoto encostado a um cata-entulho e a garota ajoelhda em frente dele, com a boca aparentemente ocupada. Eram os mesmos dois que havia visto, não me restou dúvidas. Reconheci a menina pelos cabelos e o garoto pelas roupas que usava. Se bem que com as calças arriadas, eu só podia reconhecê-lo pela camiseta e pelo boné.
Não sou contra o sexo, de forma alguma. Também não sou contra aventuras sexuais na rua semideserta, próximo a um cata-entulho e ao lado de um terreno imenso abandonado! Sou absolutamente a favor e muito disso já me ocorreu. Apenas acho que aos 13 anos a inexperiência é tanta que não há prazer sexual; só o que ocorre é o prazer de ser pego fazendo algo que não deve. Claro que não os culpo. Todos sabem que o que é proibido é mais gostoso. Mas com 13 anos? O garoto poderia estar tentando invadir uma casa qualquer com seus amigos para dar um mergulho na piscina e a menina poderia estar fugindo de casa pela janela para ir àquela festa que o pessoal do 3º ano está organizando.
Também não posso negar que a garota parecia ser boa no que estava fazendo. A pouca idade parecia não ser sinônimo para inexperiência. E eu, com aquela idade, saía com o pessoal para ir jogar futebol ou taco no campinho que tinha perto da minha casa. Embora minha família nunca tenha me "impedido" de conhecer o que o sexo significava, afinal, todos tinham a mente aberta, eu por mim mesmo era meio retrógado e impenetrável. As garotas só foram chamar a minha atenção no final do colegial, quando eu já tinha de 17 para 18 anos. Antes disso, eu me limitava a dois amigos e juntos fazíamos (quase) tudo. Não há como criticar os pré-adolescentes, afinal conforme os tempos mudam, as perspectivas pelas quais a sociedade enxerga mudam também. E não há como negar que as perspectivas e opiniões influenciam mais as pessoas do que se imagina.
Acredito que quando o caslazinho que eu vi amadurecerem, vão descobrir o desejo fica melhor conforme a pessoa vai experimentando. Vão descobrir que uma chupadinha aos 13 vai ser extremamente patética comparada a uma chupeta aos 20 e um verdadeiro boquete aos 32! Enfim, confesso também que a situação dos dois foi bem interessante. Por que não dizer excitante? É, de certa forma foi. Me lembrou de quando eu era mais jovem, mais imaturo (embora sempre consciente). Me lembrou também de que faz tempinho que eu não saio por aí - pra caçar.
Ontem à noite, por volta das 20h, eu voltava de um sebo para casa a pé. Costumo caminhar só para me exercitar um pouco, sair do sedentarismo, mas ontem foi porque meu carro não estava disponível e só vou pegá-lo hoje na oficina. O sebo em questão não era muito longe e eu estava observando as coisas ao meu redor enquanto andava, quase parecendo sem direção certa. Ouvi risos e conversa alta , virei discretamente, olhei e vi um casalzinho descendo a rua em que eu estava. Minha opção por escrever casalzinho, assim, no diminutivo mesmo, não se deve a uma suavização nem a uma ênfase que eu quero dar pela beleza dos dois. É uma referência a idade mesmo. Talvez não tivessem mais do que 13 anos!
Andei pouco mais de um quarteirão quando um conhecido me parou e eu, relutantemente, parei para conversar. Odeio situações como essa: você e uma pessoa se vêem a cada três ou quatro anos, então a última lembrança que ela tem de você é sempre a mais medíocre. O conhecido de ontem, por exemplo, no terceiro segundo de conversa, perguntou se minha ex-esposa estava bem. O casalzinho que vinha atrás de mim passou à frente, continuando reto por mais dois quarteirões, pois eu ainda podia vê-los. Brevemente me despedi do rapaz com quem conversava e continuei o meu trajeto. Passados dois quarteirões, virei à esquerda e deparei com duas crianças - um garoto encostado a um cata-entulho e a garota ajoelhda em frente dele, com a boca aparentemente ocupada. Eram os mesmos dois que havia visto, não me restou dúvidas. Reconheci a menina pelos cabelos e o garoto pelas roupas que usava. Se bem que com as calças arriadas, eu só podia reconhecê-lo pela camiseta e pelo boné.
Não sou contra o sexo, de forma alguma. Também não sou contra aventuras sexuais na rua semideserta, próximo a um cata-entulho e ao lado de um terreno imenso abandonado! Sou absolutamente a favor e muito disso já me ocorreu. Apenas acho que aos 13 anos a inexperiência é tanta que não há prazer sexual; só o que ocorre é o prazer de ser pego fazendo algo que não deve. Claro que não os culpo. Todos sabem que o que é proibido é mais gostoso. Mas com 13 anos? O garoto poderia estar tentando invadir uma casa qualquer com seus amigos para dar um mergulho na piscina e a menina poderia estar fugindo de casa pela janela para ir àquela festa que o pessoal do 3º ano está organizando.
Também não posso negar que a garota parecia ser boa no que estava fazendo. A pouca idade parecia não ser sinônimo para inexperiência. E eu, com aquela idade, saía com o pessoal para ir jogar futebol ou taco no campinho que tinha perto da minha casa. Embora minha família nunca tenha me "impedido" de conhecer o que o sexo significava, afinal, todos tinham a mente aberta, eu por mim mesmo era meio retrógado e impenetrável. As garotas só foram chamar a minha atenção no final do colegial, quando eu já tinha de 17 para 18 anos. Antes disso, eu me limitava a dois amigos e juntos fazíamos (quase) tudo. Não há como criticar os pré-adolescentes, afinal conforme os tempos mudam, as perspectivas pelas quais a sociedade enxerga mudam também. E não há como negar que as perspectivas e opiniões influenciam mais as pessoas do que se imagina.
Acredito que quando o caslazinho que eu vi amadurecerem, vão descobrir o desejo fica melhor conforme a pessoa vai experimentando. Vão descobrir que uma chupadinha aos 13 vai ser extremamente patética comparada a uma chupeta aos 20 e um verdadeiro boquete aos 32! Enfim, confesso também que a situação dos dois foi bem interessante. Por que não dizer excitante? É, de certa forma foi. Me lembrou de quando eu era mais jovem, mais imaturo (embora sempre consciente). Me lembrou também de que faz tempinho que eu não saio por aí - pra caçar.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
O que me levou a criar esse Blog?
Essa é uma boa pergunta. Foi a pergunta que me fiz quando pensei em criá-lo - por que fazê-lo e para que finalidade? Pra falar. É, essa é a melhor resposta. Pra falar sobre coisas que não digo por aí, coisas que não revelo e comentários que não faço. Calar, às vezes, é necessário e, acima de tudo, conveninente. Nesse espaço - que, pela primeira vez em muito tempo, posso chamar de meu - poderei escrever tudo o que quiser, sem meias palavas, sem frescuras e sem rodeios: posso ser sincero e realista. E esse é motivo fundamental para que esse blog exista.
Acho que deveria começar essa Blog falando um pouco sobre mim, agora que já disse basicamente o motivo pelo qual o criei. Minha vida, no entanto, é bem sem graça. Nada fascinante, nada novo. Poderia ter sido escrita por um autor qualquer pra pertencer a um livro qualquer num sebo escondido em cidade onde todos são analfabetos; até acho que eu seja um personagem - sorte que eu vivo o que foi escrito para mim. É um pouco difícil falar sobre mim, porque não há um ponto tão interessante da minha vida, assim como nada do que fiz - com exceção de dar um basta à minha cornice - foi significante. O que posso comentar, no entanto, seria suficiente para estourar o limite de caracteres, se é que existe um limite. Deve ter, né, afinal, pra tudo na vida tem limite!
Nasci há algum tempo atrás na cidade de Piracicaba. Interior, meio pacata - porém mais movimentada que algumas cidades vizinhas -, mas meus pais foram morar lá pouco antes de eu nascer. Parte da minha infância foi lá. Depois fui pra Rio Claro, onde morei por um ano, enquanto cursava Matemática na UNESP. Descobri que aquela não era a minha área. Mudei então pra Santa Catarina e lá me formei em Administração. Foi lá também que, feliz ou infelizmente, conheci a mulher que viria a se tornar minha esposa. Me casei pouco tempo depois, não tive filhos, vivi sob circuntâncias medíocres e, por fim, me separei. Tive também que abrir mão do cargo vantajoso que ocupava na empresa herdada pela minha ex-esposa, mas isso não foi problema: com a separação, lucrei mais do que quando trabalhava horas a fio, enquanto ela corria atrás de um namoradinho de infância. Desde então, tenho me permitido algumas mordomias, como acordar tarde, viajar bastante e ter tempo para um blog.
Bom, como esse Blog é mais para falar sobre a vida e as sensações mais absurdas, além das idéias rasgadas, que me passam pela cabeça, vou terminar esse post por aqui. Mais tarde eu volto aqui para comentar alg. Provavelmente muto em breve.
Acho que deveria começar essa Blog falando um pouco sobre mim, agora que já disse basicamente o motivo pelo qual o criei. Minha vida, no entanto, é bem sem graça. Nada fascinante, nada novo. Poderia ter sido escrita por um autor qualquer pra pertencer a um livro qualquer num sebo escondido em cidade onde todos são analfabetos; até acho que eu seja um personagem - sorte que eu vivo o que foi escrito para mim. É um pouco difícil falar sobre mim, porque não há um ponto tão interessante da minha vida, assim como nada do que fiz - com exceção de dar um basta à minha cornice - foi significante. O que posso comentar, no entanto, seria suficiente para estourar o limite de caracteres, se é que existe um limite. Deve ter, né, afinal, pra tudo na vida tem limite!
Nasci há algum tempo atrás na cidade de Piracicaba. Interior, meio pacata - porém mais movimentada que algumas cidades vizinhas -, mas meus pais foram morar lá pouco antes de eu nascer. Parte da minha infância foi lá. Depois fui pra Rio Claro, onde morei por um ano, enquanto cursava Matemática na UNESP. Descobri que aquela não era a minha área. Mudei então pra Santa Catarina e lá me formei em Administração. Foi lá também que, feliz ou infelizmente, conheci a mulher que viria a se tornar minha esposa. Me casei pouco tempo depois, não tive filhos, vivi sob circuntâncias medíocres e, por fim, me separei. Tive também que abrir mão do cargo vantajoso que ocupava na empresa herdada pela minha ex-esposa, mas isso não foi problema: com a separação, lucrei mais do que quando trabalhava horas a fio, enquanto ela corria atrás de um namoradinho de infância. Desde então, tenho me permitido algumas mordomias, como acordar tarde, viajar bastante e ter tempo para um blog.
Bom, como esse Blog é mais para falar sobre a vida e as sensações mais absurdas, além das idéias rasgadas, que me passam pela cabeça, vou terminar esse post por aqui. Mais tarde eu volto aqui para comentar alg. Provavelmente muto em breve.
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